Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

"Os Lusíadas" reduzidos a 5 cantos

 

No decurso dos recentes cortes orçamentais, o Ministério da Cultura obrigou à redução dos cantos de "Os Lusíadas". Assim, de 10 passará a ter apenas 5.

- Uma afronta – berrou Camões! – Quase 500 anos depois é que me pedem para cortar cantos? E eu que esperava este ano receber um subsídio para acrescentar mais um ou dois… é indecente!

Quem já se veio congratular foi a Associação Portuguesa de Pentágonos, liderada por João Penteado.

publicado por Ibn von Faize às 01:41
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30 disparates:
De Associação Nacional de Círculos a 28 de Junho de 2010 às 01:51
Temos muita pena desta decisão do Ministério da Cultura.
Aguardávamos que os cortes orçamentais fossem mais radicais e "Os Lusíadas" ficassem sem cantos absolutamente nenhuns...
De Associado da Ass. Nac. de Círculos a 28 de Junho de 2010 às 01:52
Subscrevo a vossa pena.
Desde a Távola Redonda que não vejo o ingresso de mais nenhum associado novo...
De Beatriz Ferreira a 28 de Junho de 2010 às 01:55
Os lápis vão ver a sua idade de reforma aumentada em vários meses. O Governo avançou com esta medida economicista, mas o presidente do Sindicado dos Lápis Escolares discorda. Ouvi dizer que em declarações exclusivas disse "Estou farto que me afiem o bico"
De Beatriz Ferreira a 28 de Junho de 2010 às 01:57
Aposto que que a Associação Nacional de Circulos também é contra os casos bicudos
De Lusíadas a 28 de Junho de 2010 às 10:05
É típico deste governo tomar medidas completatamente à revelia dos interessados. Nós não fomos consultados, ouvidos nem auscultados! Soubemos desta medida pela comunicação social que, a propósito, foi muito lesta a querer saber a opinião do Camões mas não procurou indagar do nosso sentimento!!! Já agora, esse senhor Camões depois de morto nunca mais quis saber de nós e vinha agora querer receber subsídios para nos acrescentar mais cantos! Gostaríamos de ver o que dali sairia pois, toda a gente sabe que depois de se zangar com as Tágides perdeu todo o "engenho e a arte".
De Tágide não identificada a 29 de Junho de 2010 às 04:43
Quero aqui anunciar que os Lusíadas mentem com quantos dentes têm na boca.
Camões não se zangou com as Tágides... pelo menos não com todas.
Comigo até mantém uma boa amizade.
Aliás, até saiu cá de casa há cerca de três minutos.
Se correr ainda o apanha...
De Outra Tágide não identificada a 29 de Junho de 2010 às 14:17
Venho só rectificar que, se é verdade, pelos vistos, que o Camões não se zangou com todas nós (ainda descobriremos quem é a traidora, mas isso ficará para outra vez), é absolutamente correcto que perdeu toda a inspiração, todo "o engenho e a arte" como dizem os Lusíadas. A prova é que, depois de 1580, ano a que reporta a nossa zanga, ele nunca mais escreveu nada que se visse.
De Oculista de Caxias a 29 de Junho de 2010 às 16:23
Se não viu nada do que Camões escreveu ultimamente, isso deve ser um problema de graduação.
Passa pelo meu consultório e trataremos disso.
De Outra Tágide não Identificada a 29 de Junho de 2010 às 22:43
Engraçadinho...
Veja lá não lhe caia uma pestana...
De Comité dos Dez Cantos dos Lusíadas a 28 de Junho de 2010 às 23:17
Já agora, que cantos é que querem cortar? Desde já avisamos que lutaremos com todas as nossas forças para que nem um canto nos seja tirado. Vão poupar nos cantos das paredes, nos cantos dos móveis, nos móveis de canto ou no canto gregoriano. Nos Lusíadas, não!
De Camões a 29 de Junho de 2010 às 22:35
Não tenho escrito nada??!!
Já ouviram, por acaso, falar de heterónimos?? É que eu, farto de ser Camões, o poeta zarolho, tenho passado pela literatura portuguesa bem disfarçado. Pois bem, chegou a hora de desfazer este enigma.
Bocage, já ouviram falar? EU!
António Aleixo? EU!
Almeida Garrett? EU!
Florbela Espanca? EU!
António Gedeão? EU!
Margarida Pinto Correia? EU!
Toda a lírica de Quim Barreiros? EU!
José Saramago? Não era eu.
De Bocage a 29 de Junho de 2010 às 22:45
Já Bocage não sou
meu ser evoraporei
na apropriação insana do meu nome
De Camões a 29 de Junho de 2010 às 22:48
Não és??
Nunca foste!
De Bocage a 29 de Junho de 2010 às 23:11
Peço a Ibn von Faize que tente identificar a origem dos comentários assinados por Camões.
Tenho para mim que são falsos.
É que Camões, o verdadeiro, nunca diria que eu não existia: podia ser zarolho, mas cego não era!
De Ibn von Faize a 29 de Junho de 2010 às 23:21
De facto, sinto como meu o dever de luz lançar sobre este tema.
Camões, com quem há pouco tomei a primeira ceia desta noite, uma omolete de torresmos de porco preto com creme de espargos e crocante de cogumelos Martin, nunca foi zarolho.

Eis a prova: http://purononsense.blogs.sapo.pt/25047.html
De Traída a 30 de Junho de 2010 às 19:16
Então tu, Luís Vaz, disseste-me que eras vegetariano e andas a comer omoletes de torresmos de porco preto? E não és zarolho? Quando estive a ajudar-te a preencher os papéis do IRS lembro-me bem de que disseste que tinhas 50% de incapacidade. Andarás tu a enganar o fisco, tal como me enganaste a mim?
De Fisco a 30 de Junho de 2010 às 19:27
Chamaram?
De Anónimo a 30 de Junho de 2010 às 19:10
Cesse tudo o qu'antiga vuvuzela canta
Qu'agora um nabo mais alto se alevanta.
Se o antigo Scolari nos enchia de vã alegria
Este Queiroz deu-nos um banho de água fria!

Sou falso, sou?
Aqui está a prova de que o meu imenso talento se mantém inalterável!
De Camões a 30 de Junho de 2010 às 19:12
É evidente que o post anterior é da minha autoria. Apenas a um esquecimento se deveu não ter assinado!
De Pessoa que desconfia a 30 de Junho de 2010 às 19:14
Hummm, tenho bastantes dúvidas quanto à identidade do autor destas rimas.
Se fosse Camões, não se esconderia atrás de anonimato...
De Camões a 30 de Junho de 2010 às 19:20
Já deixei bem claro que sou eu o autor da ode extraordinária das 19:10!! Só que a publiquei antes de ter oportunidade de escrever o meu glorioso nome. Foi um esquecimento, caramba!
De Gajo que recolhe pistas a 30 de Junho de 2010 às 19:32
Ah! Esse "caramba" denunciou-o!
No Sec. XVI essa palavra não existia!
De Camões a 30 de Junho de 2010 às 19:55
Eu sou um homem do Renascimento! Estou aberto a todas as formas de conhecimento e a uma actualização permantente.
Por favor, não me ofendam nem me amesquinhem!
Já agora, para esclarecimento, o vocábulo "caramba" já existia no sec XVI, sendo muito vulgar a sua utilização, principalmente pelos nossos vizinhos castelhanos ou, como agora se generaliza, espanhóis.
De Ibn von Faize a 30 de Junho de 2010 às 21:18
Deve dizer-se, em abono da verdade, que Camões fala verdade quanto ao vocábulo "caramba".
De Tágide do Sado a 5 de Julho de 2010 às 02:02
Pessoa!!! Só cá faltavas tu a falar de identidades. Tens grande moral, não haja dúvida!
De Pessoa que desconfia a 5 de Julho de 2010 às 02:15
Perdão, eu sou pessoa mas não sou Pessoa!
Se eu fosse Pessoa não seria uma pessoa qualquer. Sendo uma qualquer pessoa, o meu estatuto nunca poderia ser o de Pessoa, que pode ser a pessoa que quiser.
De Ricardo Reis a 5 de Julho de 2010 às 02:21
Pessoa só era Pessoa quando todas as outras pessoas, na cabeça dele, não era pessoas e o deixavam ser Pessoa. Pessoa sempre desconfiava se era Pessoa ou se era pessoa, mesmo não sendo uma pessoa qualquer. Pessoa que desconfia desconfia da identidade e Pessoa desconfiava da sua identidade
De pessoa que se perdeu a 5 de Julho de 2010 às 02:29
Sabe dizer-me onde estamos?
De Google Earth a 5 de Julho de 2010 às 02:41
38º43'26.77''N; 9º08'31.05"W; elevação 80 metros
De Antiga Pessoa que se perdeu a 5 de Julho de 2010 às 02:46
Informo que mudei a minha designação para "pessoa que se encontrou".

disparatar

Nascido nos inícios do Séc. XVII, Ibn von Faize, Conde de Marraquexe, escreve diariamente sobre a loucura deste mundo.
Apenas alguns texto são suficientemente plausíveis para publicação.
Não são estes!
Paulo Colaço,
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